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Lula escolhe chefe do Conselhão para lugar de Gleisi e prevê substituir ministros por secretários

O presidente Lula (PT) escolheu o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, Olavo Noleto, como futuro ministro das Relações Institucionais no lugar de Gleisi Hoffmann (PT), que deixará o governo para disputar uma vaga no Senado.

Antes de chefiar o Conselhão, como o órgão é conhecido, Noleto foi secretário-executivo das Relações Institucionais quando Alexandre Padilha (PT) era o ministro. Ele chegou a comandar a pasta temporariamente em determinados momentos.

O futuro ministro era cotado, no início do governo, para uma candidatura a deputado federal pelo PT de Goiás neste ano. Seu perfil político foi considerado determinante para substituir Gleisi.

Noleto já passou por diversos cargos no governo federal. Foi secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República entre 2009 e 2015, nos governos Lula e Dilma Rousseff (PT).Também foi secretário-executivo da Secretaria de Comunicação do Planalto entre 2015 e 2016.

Ele também teve cargos nas prefeituras de Maricá (RJ), Aparecida de Goiânia(GO) e de Goiânia (GO). Além disso, passou por conselhos de empresas estatais, como a Transpetro, em 2014, e a EBC, em 2015 e 2016. As informações constam do currículo do futuro ministro.

O atual secretário-executivo das Relações Institucionais, Marcelo Costa, chegou a ser cotado para assumir a pasta. Ele tem a confiança da cúpula do governo, mas é tido como alguém de perfil mais técnico.

Gleisi deixará o ministério para concorrer ao Senado no Paraná. Havia a expectativa de que ela disputasse uma vaga na Câmara dos Deputadosmas Lula pediu que ela tentasse voltar a ser senadora.

Nesta segunda (26), em entrevista à CNN Brasil, Gleisi disse esperar uma transição “tranquila” na pasta, até março, e confirmou o nome de Noleto.

Ministros e outros integrantes do governo federal que pretenderem se candidatar nas eleições de outubro precisam deixar os cargos ao menos seis meses antes da votação, marcada para outubro. Ou seja, precisam entregar seus postos até o início de abril.

Ao menos parte dos líderes partidários do Legislativo tiveram contato com Noleto nos últimos anos. Congressistas ouvidos pela reportagem avaliam que o perfil ideal para um ministro das Relações Institucionais seria alguém com maior trajetória política em Brasília. Reconhecem, porém, que a maioria dos políticos com essa característica disputará as eleições e não está disponível para assumir o cargo.

Fonte: Folha de São Paulo

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