1º de Maio mobiliza trabalhadores ao redor do mundo contra bilionários, reformas trabalhistas e perda de tempo de vida
Cento e quarenta anos após as greves de Chicago que deram origem ao Dia Internacional dos Trabalhadores, o 1º de Maio voltou a levar multidões às ruas ao redor do mundo. De Buenos Aires a Paris, de Manila a Istambul, de Havana a Nova York, a data foi marcada por atos contra bilionários, reformas trabalhistas, perda de renda e jornadas cada vez mais exaustivas.
Em todos os continentes foram registradas mobilizações da classe trabalhadora, algumas reprimidas pelas polícias locais. Em comum, os atos reuniram reivindicações por salários maiores, melhores condições de trabalho, proteção social e paz, em um cenário de alta nos custos de energia e redução do poder de compra.
Criada a partir da luta pela jornada de oito horas, a data ganhou novo sentido em países onde o tempo de trabalho voltou ao centro da disputa política. Em diferentes contextos, trabalhadores denunciam que a crise tem sido enfrentada por governos e empresas com cortes, flexibilização de direitos, arrocho salarial e ampliação da exploração.
Fonte: Brasil de Fato
