Cidadania e música podem andar lado a lado. É assim que o trabalho da Orquestra Criança Cidadã (OCC) tem se desenvolvido nos últimos 20 anos. Em um mundo marcado por violência, guerras e segregação, este é um daqueles exemplos que vêm na contramão para trazer esperança.
Ao todo, a OCC promove a inclusão social de 410 crianças e adolescentes a partir da música clássica. A inspiração para o início do projeto acabou, por ironia do destino, sendo promovida pelo Diario de Pernambuco, conta o idealizador da organização, o juiz João José Rocha Targino.
“Fui a um concerto no Diario de Pernambuco há 20 anos, porque eu já idealizava formar uma orquestra. Fui convidado para esse evento com alunos de um projeto social do Alto do Céu. Ao ver aquilo, eu soube que era exatamente o que eu queria fazer”.
Tudo teve início na comunidade do Coque, no bairro de Joana Bezerra, na área central do Recife. À época, era a localidade com menor Índice Desenvolvimento Humano (IDH) e, por isso, foi escolhida para receber a organização, segundo Targino.
O sucesso foi tanto que outros núcleos da OCC foram abertos no Grande Recife. Há 11 anos, jovens do distrito de Camela, em Ipojuca, também têm acesso ao projeto; há 8 anos, a comunidade Chã de Cruz, em Paudalho, na Mata Norte, também foi escolhida para ser uma das sedes.
“O objetivo primeiro do projeto é formar cidadãos. Nós entendemos que, na hora em que nós formamos um bom cidadão, ou seja, uma pessoa adornada em seu caráter, nós estamos verdadeiramente dando um contributo à pátria”, adiciona Targino.
