Exposição sobre o São João de Arnóbio Escorel ressalta a arte por trás das tradições juninas
Arnóbio Escorel leva às telas suas memórias e tradições do ciclo junino (Foto: Divulgação)
O ritmo e a repetição são as principais ferramentas que Arnóbio utiliza para guiar os olhos do espectador. Ao invés de criar um único ponto central, ele espalha os elementos de forma homogênea, fazendo com que as fileiras de bandeirolas e os blocos de pessoas ocupem todo o espaço simultaneamente.
O resultado é uma sensação de movimento coordenado, que instiga o público a vasculhar a tela em busca das pequenas crônicas escondidas em cada canto da tela.
A imersão junina se alinha a um projeto artístico maior do pintor paraibano, que frequentemente desenvolve inventários poéticos sobre o cotidiano e a arquitetura de Recife e Olinda.
